Pesquisa comprova efeito anestesiante da televisão
Uma pesquisa dirigida pelo professor Carlo Bellieni, do Departamento de Neonatologia do Hospital Universitário de Sena e publicada pelo British Medical Journal demostrou, através do exame de sangue realizado em 69 crianças com idades entre 7 e 12 anos, que, nos casos em que a televisão foi utilizada como distração, a sensação de dor diminuía significativamente.
O professor Bellieni, que estuda há anos a dor dos recém-nascidos e dos nascidos prematuramente, deduziu que certos estímulos fisiológicos, como massagear a criança, falar-lhe e colocar-lhe açúcar na boca, tëm um efeito analgésico.
A investigação foi efetuada em três grupos de crianças maiores, sendo que no primeiro grupo as crianças não tinham nenhuma distração, no segundo tinham o consolo da mãe e no terceiro tinham diante delas um televisor ligado, restando comprovado que a dor mais forte foi experimentada pelo primeiro grupo, um pouco menos intensa pelo segundo grupo e quase nenhuma dor pelo grupo que estava diante do aparelho de tv.
O fato do uso da televisão ser tão forte a ponto de anestesiar a dor, apesar de parecer vantajoso, é considerado preocupante pelo Dr. Bellieni, que aconselha o uso deste método somente com o apoio dos pais.
E nós, cristãos, que lição podemos tirar do resultado desta pesquisa?
Devemos refletir pelo menos sobre dois pontos: O primeiro deles, também considerado pelo Dr. Bellieni, em entrevista concedida à Zenit (agência católica de notícias), é de que a criança já é uma pessoa completa, e que tem o direito de ser tratada e cuidada muito bem, inexistindo nível de desenvolvimento do ser humano que não se possa deixar de considerá-lo como pessoa, o que consolida a nossa posição contrária ao aborto ou à eutanásia e sempre favorável à vida em abundância.
O segundo ponto é que devemos rever nossa postura diante deste aparelho, ao qual nos rendemos, anestesiados pelas mazelas do marketing televisivo que muitas vezes nos molda aos príncipios mundanos, transformando-nos em seres paralisados, sem capacidade de reagir e resistir aos ardis do inimigo.
Já está mais do que na hora de despertamos deste efeito anestesiante e mostrar ao mundo os efeitos contagiantes como nos testemunham os cristãos da igreja primitiva que "Diariamente, todos juntos se reuniam no Templo e nas casas partiam o pão, tomando alimento com alegria e simplicidade de coração, louvando a Deus entre a simpatia de todo o povo e a cada dia o Senhor lhes acrescentava outras pessoas que iam aceitando a salvação."(Atos dos Apóstolos, capítulo 2, versículos 46 e 47)