Quantas vezes já
fizemos ou ouvimos alguém fazer essa promessa
ao longo de nossas vidas à cada ano que se
inicia? E as promessas de mudança de vida,
planos para um novo tempo, decisões convictas
e inabaláveis....
Na maioria das vezes, todas essas ideologias de transformação
não resistem a primeira semana do ano que se
inicia, e a nossa cauterizada consciência já
nos consola: "No próximo ano, será diferente."
Não é necessário ir muito longe
para percebermos o por que de tudo isso.
Gostamos de iniciar o ano novo de branco, ou para
representar a Paz, ou para não atrair maus
fluídos, ou para descarregar as coisas ruins
do ano que passou, ou por tantos outros motivos. Mas,
no nosso coração, permanecem as máculas
de uma vida desregrada, de ódios que não
findam, de cobiças que nos corroem.
Acreditamos que para o ano ser bom, devemos entrar
nele com o pé direito. Mas, mal inicia o ano,
e os nossos pés já começam a
trilhar o caminho da maldade, seja através
dos velhos e mesmos vícios, ou através
de pensamentos que concebidos, tem poder para destruir
as nossas vidas e a de muitas outras pessoas, gerando
adultério, assalto, assassinato, etc...
Alguns acham que a magia de iniciar bem um ano, está
num belo brinde de champanhe, uma farta ceia em companhia
de "amigos" e familiares. No entanto, durante o ano
que se inicia, nada fazem para aqueles que gostariam
de pelo menos uma refeição ao dia, por
aqueles que esperam uma mão amiga, por aqueles
que estendem a mão por não terem os
amigos.
E quando o ano se inicia, a mesma realidade se impõe
aos nossos olhos.
O branco da paz termina no primeiro noticiário,
o pé direito não encontra o rumo da
felicidade e a mesa farta termina em desilusões,
traições, abandono, luto e dor.
Aonde estará a saída? Como fazer para
não sofrer com as desventuras dessa vida?
A vitória que vence o mundo é, e sempre
será, a nossa fé.
E é assim que devemos começar o ano:
com fé. Não importa a cor, não
importa o pé, não importa a ceia. Se
cremos que Deus existe, é bom, e através
de Jesus Cristo nos deu a vida eterna e está
permanentemente ao nosso lado, qual o motivo para
a nossa preocupação?
Talvez algumas coisas não sejam como nós
gostaríamos que fossem, talvez o dinheiro não
compre o que nós precisaremos comprar, talvez
alguém muito querido venha a falecer, talvez,
talvez, talvez....
Mas o que são as tribulações
desse mundo comparadas com a glória eterna?
O que são as necessidades materiais comparadas
as alegrias espirituais? O que é a passagem
da morte comparada a alegria da ressurreição,
a certeza da vida eterna, a convicção
da presença de Deus?
Assim sendo, entre no novo ano com Jesus, crendo que
está decretado o "ano da graça do Senhor".
E mesmo que algumas coisas não se realizem
como nós gostaríamos, com certeza será
um ano bom, pois o senhor será conosco